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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

É necessário estar sempre embriagado

Postado por Ruby às 10/28/2011 12:49:00 PM 0 comentários
É necessário estar sempre embriagado. Tudo aí está: é a única questão. Para não se sentir o horrível fardo do Tempo que quebranta os vossos ombros e vos curva em direção à terra, deveis vos embriagar sem trégua. Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, como quiserdes. Mas embriaguai-vos.

                                                                                                                     (Baudelaire)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Postado por Ruby às 10/21/2011 11:09:00 PM 0 comentários
Quem não ouve a melodia
acha maluco quem dança!
Postado por Ruby às 10/21/2011 04:49:00 PM 0 comentários
Eu nunca vou esquecer o dia
que ele quebrou meu coração,
e ele nunca vai esquecer o dia
que eu encontrei alguém pra consertá-lo.

(:

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Postado por Ruby às 10/20/2011 11:50:00 AM 0 comentários
Disse o homem: "Haja Deus!"
E houve Deus.
Postado por Ruby às 10/20/2011 11:45:00 AM 0 comentários
quem olha pra trás,
tropeça.
Postado por Ruby às 10/20/2011 12:28:00 AM 0 comentários
E a dureza de grana é real. Mas que fazer? Somos de Letras. E lemos. Na maior parte das vezes, lemos livros. Que são caros - e o circuito se repete...

                                                                                                                                     (Bith)

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Postado por Ruby às 10/19/2011 03:36:00 PM 0 comentários
Desate o nó
que te prendeu
a uma pessoa
que nunca
te mereceu.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Postado por Ruby às 10/18/2011 05:02:00 PM 0 comentários
"Alguém pede continuamente uma certa flor,
e esta flor não existe mais para lhe ser dada.
Você não acha inteiramente sem esperança?"

                                                                        (Drummond)

*e eu comparo essa flor ao amor.

Pois é

Postado por Ruby às 10/18/2011 04:55:00 PM 0 comentários
hoje,
ainda custo
a entender
como o amor
foi tão injusto
pra quem
só lhe foi
dedicação.

sábado, 8 de outubro de 2011

Deixei atrás os erros do que fui

Postado por Ruby às 10/08/2011 09:26:00 PM 1 comentários
Deixei atrás os erros do que fui,
Deixei atrás os erros do que quis
E que não pude haver porque a hora flui
E ninguém é exato nem feliz.

Tudo isso como o lixo da viagem
Deixei nas circunstâncias do caminho,
No episódio que fui e na paragem,
No desvio que foi cada vizinho.

Deixei tudo isso, como quem se tapa
Por viajar com uma capa sua,
E a certa altura se desfaz da capa
E atira com a capa para a rua.


(Fernando Pessoa)

Cada um

Postado por Ruby às 10/08/2011 09:16:00 PM 0 comentários
Cada um cumpre o destino que lhe cumpre,
E deseja o destino que deseja;
Nem cumpre o que deseja,
Nem deseja o que cumpre.

Como as pedras na orla dos canteiros
O Fado nos dispõe, e ali ficamos;
Que a Sorte nos fez postos
Onde houvemos de sê-lo.

Não tenhamos melhor conhecimento
Do que nos coube que de que nos coube.
Cumpramos o que somos.
Nada mais nos é dado.




(Ricardo Reis, in "Odes"
Heteronimo de Fernando Pessoa)


Alegria, alegria

Postado por Ruby às 10/08/2011 09:10:00 PM 0 comentários
Caminhando contra o ventoSem lenço, sem documentoNo sol de quase dezembroEu vou

O sol se reparte em crimes,
Espaçonaves, guerrilhas
Em cardinales bonitas
Eu vou

Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e brigitte bardot
O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou

Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores
Amores vãos
Eu vou
Por que não?

Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui  à escola
Sem lenço, sem documento
Eu vou

Eu tomo uma coca-cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou

Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome, sem telefone
No coração do Brasil

Ela nem sabe, até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou

Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou
Por que não? Por que não?

                                                                                              (Caetano)



                                                                                                                                    




Desdém

Postado por Ruby às 10/08/2011 08:48:00 PM 0 comentários

Andas dum lado pro outro
Pela rua passeando;
Finges que não queres ver
Mas sempre me vais olhando.

É um olhar fugidio,
Olhar que dura um instante,
Mas deixa um rasto de estrelas
O doce olhar saltitante...

É esse rasto bendito
Que atraiçoa o teu olhar,
Pois é tão leve e fugaz
Que eu nem o sinto passar!

Quem tem uns olhos assim
E quer fingir o desdém,
Não pode nem um instante
Olhar os olhos d'alguém...

Por isso vai caminhando...
E se queres a muita gente
Demonstrar que me desprezas
Olha os meus olhos de frente!...
Postado por Ruby às 10/08/2011 08:17:00 PM 0 comentários
"(...) é através da paciência que nos purificamos, em águas mansas é que devemos nos banhar, encharcando nossos corpos de instantes apaziguados, fruindo religiosamente a embriaguez da espera no consumo sem descanso desse fruto universal, inesgotável, sorvendo até a exaustão o caldo contido em cada bago, pois só nesse exercício é que amadurecemos, construindo com disciplina a nossa própria imortalidade, forjando, se formos sábios, um paraíso de brandas fantasias onde teria sido um reino penoso de expectativas e suas dores (...)"

(Raduan Nassar)
Postado por Ruby às 10/08/2011 08:12:00 PM 0 comentários
"(...) O mundo das paixões é o mundo do desequilíbrio, é contra ele que devemos esticar o arame das nossas cercas, e com as farpas de tantas fiadas tecer um crivo estreito, e sobre esse crivo emaranhar uma sebe viva, cerrada e pujante, que divida e proteja a luz calma e clara da nossa casa, que cubra e esconda dos nossos olhos as trevas que ardem do outro lado (...)"

(Raduan Nassar)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Postado por Ruby às 10/05/2011 10:19:00 PM 0 comentários
Se pra você
as lembranças ainda
são constantes

Se pra você
ainda não faz sentido
-uma história mal resolvida-

Se mesmo com ela
Você ainda escreve
sobre momentos únicos
de nós

Se uma caixinha de madeira
ainda traz lembranças
de um passado tão presente

(mesmo que não exista
mais nada lá dentro)

alguma coisa aí dentro
(nessa escuridão)
ainda brilha...

 
Postado por Ruby às 10/05/2011 10:13:00 PM 0 comentários
O cais
(aquele cais
bonito
aparentemente seguro)
apodreceu e desabou!
E eu,
(que acabara de desembarcar)
caí
num mar de (loucas) ondas
E minh'alma anda por aí
Vagando
Não sei onde.
E meu corpo
(louco corpo)
Se entregou à luxúria.

Salvem-no!

Ele não sabe o que faz...


 

domingo, 26 de junho de 2011

Postado por Ruby às 6/26/2011 06:42:00 PM 0 comentários
a idéia do volume nas alturas
e do cabelo ao vento passa.

(esquecer de calçar meu all-star).
                                  é a menopausa do som


(Fabricio Noronha)

Mudou-se o tema (Onde o mar começa)

Postado por Ruby às 6/26/2011 06:20:00 PM 1 comentários
"A aventura é o mar ou essa forma
Que se forma depois, que vai viver
Na memória dos dias?"
Egito Gonçalves

a vida inteira
procurar aquela coisa - a coisa -
que nos começa

e encontrar à porta de casa
o mar
que nunca cessa:
oceano que se transforma em ar
e - maresia - nos corrói
entranha-se ao nos atravessar

nosso mar (também salgado) é mais impessoal
é semi-desumano: ascese de quem não navega
festa mais simples de água peixe sal (não é mar de
mitos
não oculta monstros infinitos
nem tesouros de ouro jóias dobrões de prata)

é mar puro
água apenas mareal (e se escorre em nossas veias
é porque não nos foi dado chão
senão no barro de que fomos tomados
emprestados)

sim
é um mar (que guarda ainda lágrimas de mães e esposas
e sangue de irmãos e pais

aquela melancolia séria
da miséria do caiçara)
como todos os mares (por mais distantes): malabar
um mar
de párias

(Orlando Lopes)

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Selo

Postado por Ruby às 6/24/2011 09:24:00 AM 0 comentários
Bom Dia!
Olha que fofo esse selo do blog 10 coisas, que por sinal, é maravilhoso!



Adorei!
Obrigada,
Ruby

sábado, 11 de junho de 2011

Era briluz...

Postado por Ruby às 6/11/2011 02:33:00 PM 1 comentários
Era briluz. As lesmolisas touvas
Roldavam e relviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.

"Foge do Jaguadarte, o que não morre!
Garra que agarra, bocarra que urra!
Foge da ave Felfel, meu filho, e corre
Do frumioso Babassurra!"

Êle arrancou sua espada vorpal
E foi atrás do inimigo do Homundo.
Na árvora Tamtam êle afinal
Parou, um dia, sonilundo.

E enquanto estava em sussustada sesta,
Chegou o Jaguadarte, ôlho de fogo,
Sorrelfiflando através da floresta,
E borbulia um riso louco!

Um, dois! Um, dois! Sua espada mavorta
Vai-vem, vem-vai, para trás, para diante!
Cabeça fere, corta, e, fera morta,
Ei-lo que volta galunfante.

"Pois então tu mataste o Jaguadarte!
Vem aos meus braços, homenino meu!
Oh dia fremular! Bravooh! Bravarte!"
Êle se ria jubileu.

Era briluz. As lesmolisas touvas
Roldavam e relviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.

sábado, 4 de junho de 2011

O vento levou

Postado por Ruby às 6/04/2011 03:06:00 PM 0 comentários
O tempo está passando, e cada vez mais sinto que você está sendo apagado de mim. Lentamente… Pedaço por pedaço. Eu esperei tanto tempo para isso acontecer, e agora não sei bem se é assim mesmo que eu quero viver: Sem lembranças de você. Parece que tudo o que eu encontrava de bom só em você, hoje encontro em várias pessoas. É horrivel ver como terminou a nossa história.E admito que acabou completamente comigo, que fez doer meu coração… Se é que eu ainda tenho um. Mas preste atenção, o tempo acabou, o que havia de você em mim, sumiu. O vento levou.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

"Maio já está no final..."

Postado por Ruby às 5/18/2011 06:06:00 PM 0 comentários
Havia em mim uma necessidade extrema de não te esquecer. Não era normal, não era saudável, e não havia nada real em que eu pudesse me agarrar, como um último vislumbre de esperança, mas ainda assim, eu não te deixava ir embora. Era um vício.
Quando, em raros momentos, a sanidade se fazia presente, eu tentava te deixar de lado, procurar uma distração, ocupar minha mente e coração. Tolos são aqueles que acreditam que essas coisas funcionam. Nesses dias eu acordava com a idéia de superação na minha cabeça. Nesses dias eu ia pra cama com a frustração sobre meus ombros.
Por mais que eu pensasse em seguir em frente, algo me prendia, as horas iguais gritavam teu nome, a expectativa de ouvir tua voz do outro lado da linha quando o telefone tocasse e a ilusão de te ver na minha porta mais uma vez sempre que tocasse a campainha, tudo acabava em você.
Acabar. Não acabou, não sei se acaba ou se um dia vai acabar, mas por enquanto continua. Você mora aqui, ainda mora em mim e eu ainda tenho que viver com o silêncio que ficou com a sua ida. Com os detalhes que me fazem lembrar que um dia você esteve do meu lado.
Quem sabe um dia, num desses encontros casuais, nós nos esbarraremos e apenas acenaremos com nossas cabeças numa tentativa de dizer que tudo estava bem e logo em seguida seguiremos nossos caminhos, sem quaisquer receios ou preocupações. E, para falar a verdade tudo estará, de fato, bem, pois tuas lembranças me farão, por fim, sorrir.
"...o que somos nós afinal, se já não nos vemos mais?"

Meu amor, doce esperança

Postado por Ruby às 5/18/2011 05:07:00 PM 0 comentários
O tempo pode sumir,
Mas seu olhar é o que permanece,
Tua voz ensurdece meus sentidos,
Minhas últimas lástimas me esqueceram
Porém isso sempre permaneceu aqui,
Escondido e calado
Entre os corredores da minha solidão
Mas, oh, meu amigo
Sinta-se vitorioso e agradecido,
Pois só de saber que o tempo não sumiu com você,
Oh, meu amor,
Este não é um sonho perdido...

terça-feira, 26 de abril de 2011

Perfeita Simetria

Postado por Ruby às 4/26/2011 05:17:00 PM 0 comentários
Toda vez que toca o telefone
Eu penso que é você
Toda noite de insônia
Eu penso em te escrever
Pra dizer
Que o teu silêncio me agride
E não me agrada ser
Um calendário do ano passado
Pra dizer que teu crime me cansa
E não compensa entrar na dança
Depois que a música parou
A música parou (parou)
Escrever uma carta definitiva
Que não dê alternativa
Prá quem lê
Te chamar de carta fora do baralho
Descartar, embaralhar você
E fazer você voltar
Ao tempo em que nada
Nos dividia
Havia motivo pra tudo
E tudo era motivo pra mais
Era perfeita simetria
Éramos duas metades iguais
O teu maior defeito
Talvez seja a perfeição
Tuas virtudes
Talvez não tenham solução
Então pegue o telefone
Ou um avião
Deixe de lado
Os compromissos marcados
Perdoa o que puder ser perdoado
Esquece o que não tiver perdão
E vamos voltar aquele lugar
vamos voltar

 

domingo, 17 de abril de 2011

Meio Céu

Postado por Ruby às 4/17/2011 11:46:00 AM 0 comentários
Ponto e só.
Não, não diga adeus.
Há muito tempo...
Câmbio... longe... há alguém
Nas garrafas
Voltando... tanto...
Expressado em poucas linhas
Vivendo a poesia que vier

Sobre nós parece que céu encolheu
De certo não nos cabe mais

(Eu que sempre temi
Trancar as portas
Percebi que devo abandonar as chaves...)

E será afinal tão belo
Se entenderes que
Sempre irá mudar e
Nem tudo chegará ao fim...

E ao encontrar a verdade
Talvez me veja em erros
E ao relembrar, a saudade
Nunca terá pena...
Nunca terá pena...

Mas será afinal tão belo
Pois já sei que nem tudo irá mudar
Mas sempre chegará o fim do dia...
E sei amanhã quando acordar
Será um dia bem melhor...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Coisas do Amor

Postado por Ruby às 4/04/2011 04:21:00 PM 0 comentários
Quando a razão diz não e o coração diz sim.

O que fazer quando queremos, de todo o coração, o outro e, ao mesmo  tempo, a razão nos diz: "Calma! Não! Ainda não." O que fazer? O que vai ser: amor ou amizade? Entrega ou abandono? Verdade ou ilusão? Medo ou amor? Razão ou emoção? Esta semana, assiti a um filme que trata disso tudo.

Da dúvida, da renúncia, do cuidado e, acima de tudo do amor, do compromisso, da escolha, da força. "Amor e outras drogas" tem como pano de fundo a guerra dos laboratórios para se manter no mercado farmacêutico e, só por isso, vale a sessão.
A questão é que, com o desenrolar do filme, a história se transforma e o personagem central acaba por viver uma linda história de amor - a qual, posso assegurar, poucos teriam a coragem de assumir.


Renúncia
Deixando o filme de lado,a questão hoje é: até que ponto estamos prontos para renunciar ao que temos por uma história de amor? Não estou tratando aqui daquelas paixões infantis, do amor em uma cabana, de Romeu e Julieta. Estou, sim, convidando você a refletir sobre aquele amor que nos faz melhor. Nos faz ficar do lado do outro com todas as suas questões.
Importante: também não estou tratando aqui de relações doentes. Aquelas em que o que impera é a violência e a agressõ. Não! Falo das relações de dois inteiros, que decidem ficar juntos para construir uma família, estão unidos pelo amor que não cobra, não controla, não mata.
Difícil nos dias de hoje? É, diria a você que sim! Num mundo global, multicultural e veloz, muito além da diversidade, está o descartável. Parece mesmo que vivemos na era do tanto faz. Começo uma relação aqui, termino ali, pego outra lá e assim vamos.
Tudo, tudo descartável.


Pressa
Não há, nesse movimento, espaço para conhecer a si mesmo, o que conta, os sonhos, os planos, a vida, assim como não há qualquer disponibilidade de conhecer ao outro. Seus sonhos, seus planos, sua essência.
Saímos por aí apressados, tentando nos esconder de nós mesmos e entramos em uma relação atrás da outra em busca de um pouco de prazer que anestesie a nossa dor do autoabandono - e então confundimos isso de amor.
Conheço inúmeras pessoas nessa toada. A vida parece uma roleta russa. E, os relacionamentos, uma fuga. Uma necessidade absurda de se sentir bem - custe o que custar.
Na contramão, bem na contramão ainda há aqueles que acreditam que uma relação é para sempre. E, então, que delícia! Que bom conviver com amigos que fizeram essa escolha e - sem se anular - evoluem.
Ontem, almoçando com um casal de amigos, que lição! Eles comemoravam os 25 anos de casados, já com planos para chegar aos 50 anos de casados.
Ele afirmava:"Na minha família é assim. Casamos para construir. Para crescer junto. Não pensamos em nos separar. Não pensamos em começar algo que não tem futuro. Por isso, conversamos, discutimos os problemas muito antes de discutir a relação...Sabemos separar o que é certo e errado do estar certo ou errado. Somos muito felizes. Temos lá nossos altos e baixos, mas o que prevalece é o amor que sentimos um pelo outro."
Fácil?! Você pode conversar com casais mais velhos e bem sucedidos e entãocompreender que não, não é fácil. Mas é tão compensador que vale mesmo todo o tempo empregado.
Então troque, converse com outros casais, converse com seu parceiro/a, aprenda a construir. E, se ainda tiver dúvidas, assista ao filme e comente. O tema é sério e vale uma reflexão.
Afinal, de fato, não temos mais do que esse momento aqui e agora para dizer EU TE AMO...Então, se você estivesse no lugar do personagem central do filme, trocaria tudo por um grande amor?! Qual sua escolha?
Escolhas, sempre escolhas.




Sandra Maia, 03/04/11


Ruby;

quarta-feira, 23 de março de 2011

Para um amor, que já não existe

Postado por Ruby às 3/23/2011 05:47:00 PM 0 comentários
Duas palavras e um gesto,
Apenas...
O amor acaba,
Como se não existisse razão
Para as coisas incomuns

Quantas vezes terei
Que matar meu ego
Para suscitar o amor
Que deixei cair da ribanceira?

Quantas vezes escondi minha moral,
E deixei que o sentimento
Falasse mais forte
Que a razão?

Sempre que for preciso,
Pisarei no meu espírito de nobreza
E não deixarei que o amor sucumba
A exaltação do ego.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Quelqu'un m'a dit

Postado por Ruby às 2/28/2011 05:33:00 PM 2 comentários
Falam que nossas vidas não valem grande coisa,
Elas passam em um momento como murcham as rosas.
Falam que o tempo que desliza é um bastardo
Que nossas tristezas são aparência
No entanto alguém me disse, que você ainda me amava,
Alguém que me disse que você ainda me amava
Será isto possível então?

Falam me que o destino se diverte conosco
Que não nos dá nada e que nos promete tudo
Que a felicidade está dentro do alcance,
Então você estende a mão e se descobre louco
No entanto alguém me disse...
Mas quem me disse que você sempre me amava?
Eu não recordo mais, era tarde da noite,
Eu ouço ainda a voz, mas eu não vejo o rosto
"Ele ama você, isso é segredo, não lhe diga que eu disse a você"
Você vê? Alguém me disse que você ainda me amava,

Alguém disse isso realmente...
Que você ainda me ama,
Seria isto possível então?


Pourtant quelqu'un m'a dit...

Ruby;

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Será perciso ficar só pra se viver?

Postado por Ruby às 2/21/2011 12:45:00 PM 3 comentários
Você me perguntou, eu engasguei sem querer. Não me atrevia a responder: será preciso ficar só pra se viver?

Depois de algum tempo cheguei à conclusão de que não é preciso estar só pra se viver. Aliás, sozinho você nunca será completamente feliz.
Você pode se sentir realizado por um tempo, achar que está tudo bem, mas depois você percebe que falta alguma coisa. Alguém. Não qualquer um que você encontra em qualquer esquina. Alguém especial.
Você pode ter amigos, família, um bom emprego, uma boa faculdade, um carro zero, uma casa...
Mas vai faltar alguém, alguém para estar ali quando você precisar de colo nas noites frias. Alguém para tocar Beatles no violão e fazer você sorrir, depois te olhar nos olhos e dizer "Você é importante para mim." Ou alguém, que mesmo não dizendo isso em palavras, diga apenas com o olhar. Que esteja ali ao seu lado, te apóie, te admire.
Dê mais valor a quem está ao seu lado. Afinal, não é sempre que alguém bate à sua porta com o coração aberto.
E já que esse alguém apareceu, por quê não dar mais uma chance ao amor?

"Jogue suas mãos para o céu e agradeça se acaso tiver alguém que você gostaria que estivesse sempre com você, na rua, na chuva, na fazenda, ou numa casinha de sapê..."

Ruby

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Selo

Postado por Ruby às 2/20/2011 02:06:00 PM 2 comentários
Bom, como havia prometido, estou aqui para retribuir o selo da Drica Fernandes. Parabéns, seu blog tem grande estilo.
Deixo apenas o trabalho de repassá-lo a outros 5 blogs que tenham estilo.


Blog: 10 coisas


Um beijo,
Ruby

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Coisas do Amor

Postado por Ruby às 2/19/2011 04:37:00 PM 0 comentários
Toda relação pode dar certo ou não


Toda relação, seja amorosa, afetiva, profissional ou outra, tem 50% de chance de dar certo e 50% de chance de dar errado - mesmo quando cada um está 100% nela. E isso não é bom nem ruim - é  da vida! Então, quanto mais cedo entendermos isso, melhor. Não quero dizer que vamos entrar em qualquer relacionamento para errar, para não dar certo, para perder.


Mas fato é que, quando entramos - certos de que tudo vai dar certo -, deixamos de lado todos os avisos de "está na hora de sair de cena".
Esta semana, conversando com uma amiga, discutíamos justamente a questão: até quando devemos insistir? Vieram então à lembrança diferentes acontecimentos...Lembramo-nos de um amigo. João foi para os EUA muito cedo - estudar e trabalhar. Tinha sonhos, desejos, deixou para trás namorada, família, trabalho.
A questão é que não prosperou. Leva ainda hoje naquele país uma vida miserável.
Tem também a Vera. Foi para a França, estudou, trabalhou, mas não se sentia bem. Um dia voltou. Casou-se, separou-se, casou-se de novo e está bem. Trabalha e está feliz.
Destino? Podemos analisar de vários ângulos. A questão é: precisamos de coragem para sair de uma situação de fracasso. Pensamos no Vitor. Morou oito anos na Europa, voltou sem conseguir o que tanto sonhara. Mas não desistiu. Aqui, trabalhou, estudou, fez carreira em uma multinacional e, depois de 12 anos, foi convidado a assumir uma diretoria na França. Possível? Sim. É preciso, para tanto, estar vivo, correr riscos. Podemos sempre recomeçar. Afinal, tudo na vida passa - o bom e o ruim.
Dá para fazer um paralelo com essas histórias? Imagine se você entra numa relação em que está tudo ruim. Pensa: "Sem ele (a) não vivo! Não tenho para onde ir ou voltar..."
Podemos estar doentes e, como o João, nos abandonar. Podemos agir como a Vera e entender que sempre dá tempo para dizer não. Podemos ainda fazer como o Vitor: permanecer na relação e fazê-la renovar-se. Fácil? Não. Não há qualquer escolha fácil. Gosto de acreditar que trabalhar a autoestima faz uma grande diferença quando a questão é decidir pelo que nos faz bem e melhores...


Por Sandra Maia em 30/01/2011


Ruby;

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Primeiro Selo

Postado por Ruby às 2/18/2011 08:07:00 PM 1 comentários
Boa Noite!!

Hoje estou aqui para agradecer à Drica Fernandes pelo selo. Aliás, o primeiro selo deste blog!
Agradeço muitíssimo, de coração.

E aí está:


Em breve estarei retribuindo...
Então, aqui vai a indicação  para aqueles que querem se divertir um pouquinho:
http://10coisas2.blogspot.com/

Beijos,

Ruby;

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A primavera é doce como o mel

Postado por Ruby às 2/14/2011 05:02:00 PM 1 comentários
O inverno nunca foi a minha estação favorita. Gostava mesmo era da primavera. Das flores na praça, das frutas no pé, e do pôr-do-sol num fim de tarde. 
Foi na primavera (a minha estação favorita) que ele me olhou com aqueles olhos cor-de-mel, tão doces quanto o próprio mel.
Aqueles olhos hipnotizavam. Diziam tantas coisas, sem ao menos ter dito nada.
A partir daí, nada mais era amargo; todo o passado (que antes era doce e só depois descobri  sua amargura) não tinha mais sabor depois de ter provado daquele mel.  Só pensava no futuro, no que poderia acontecer se juntasse o mel dos olhos dele com as jabuticabas dos meus.
Porém, a primavera passou rápido, veio o verão com seu calor intenso, aquecendo mais ainda aquele olhar, logo veio o outono e suavemente o vento o trouxe até a mim.
Mas o tempo passa rápido, e num piscar de cílios já estávamos no inverno. O inverno, frio, distante. Novamente aquele vento, o mesmo que o trouxe até aqui, veio. Veio e foi. O levou de mim. Arrastou para longe aqueles lindos olhos que me tranquilizavam, me guiavam. E a vida já não é tão doce como quando era na primavera.
Ah, esse maldito inverno!...

Ruby;

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Um encontro (quase) casual.

Postado por Ruby às 1/31/2011 03:17:00 PM 1 comentários
 Numa tarde quente de verão, ela esperava, tranquilamente, por Adriano. O sol queimava a pele clara, fazendo-a procurar por uma sombra qualquer. Imaginava qual seria o motivo do convite para um encontro tão inesperado.
 "Talvez precise conversar com alguém sobre seus problemas pessoais." - pensava. Mas todos sabiam que não era este o verdadeiro motivo.
 Um carro parou à sua frente e buzinou. Era ele. Entrou no carro, um pouco acanhada. O ar condicionado ligado e uma música tocava, suavemente.
 "Oi, como vai?" - Tentava disfarçar um pouco sua timidez. Não conseguiu. "Você está cheirosa." - disse Adriano. E Laura respondeu qualquer coisa parecida com "Obrigada". Estava completamente vermelha.
 Não demorou muito até chegarem ao local "combinado", e sentaram-se logo  num banco que estava vazio.
 Mal conseguiam se olhar. Não saíam juntos desde quando ainda eram namorados, e já havia passado quase quatro anos desde aquela época.
 Agora estavam os dois ali, sentados, olhando para o nada. Distantes. Até que Adriano fez questão de chegar mais perto, e envolvê-la com seus braços.
 Laura ficou perplexa. Então tudo aquilo que haviam lhe dito antes era verdade.
 Levantou-se, apressadamente, olhou nos olhos de Adriano, e disse para ele não confundir as coisas. Obviamente ela não era mais apaixonada por ele, apenas tinha uma forte consideração, um carinho, e amizade. Apenas.
 É claro que ele ficou decepcionado, mesmo assim, desculpou-se. Seu tão planejado encontro acabara ali mesmo. Não havia mais o que dizer, ou fazer.
 "Pode me levar para a casa agora?" Entraram novamente no carro, e novamente a música suave tocava.
 Adriano tentou esquecer o acontecido, e quebrar aquele clima chato: "Tenho um cd do Coldplay bem aqui!"
 E vieram, os dois, cantando "Viva la vida", como velhos amigos sempre faziam.

Ruby

sábado, 29 de janeiro de 2011

Peça Rara

Postado por Ruby às 1/29/2011 07:29:00 PM 1 comentários
Estou cansada.
E esse cansaço me extrai
Toda semente de inspiração
Através da qual geraria
Um poema.
Por causa do cansaço
Eu prefiro o aborto...
E o poema que até então
Poderia ser verdade
Se quebra como um cristal:

P                                     P
  O                               O
     E                          E
       M                   M
          A              A

Caem as mãos fartas
De juntar os cacos
Para restituí-los.
Tarde demais...
Porém, foi agora a minha descoberta
De que poderia ser uma peça rara no mundo.

Ruby;

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Coisas do Amor

Postado por Ruby às 1/27/2011 04:46:00 PM 1 comentários
Não espere demais do outro

A maior causa de sofrimento do ser humano, segundo a filosofia da ioga, está voltada ao apego: seja por bens materiais, por ideias, pelo outro ou por tudo o que não lhe pertence. Essa questão afeta sobremaneira os relacionamentos. Ou seja, o apego, o viver em função do outro, o distanciar-se do centro sempre impactaram as relações e o ser.

Por isso, vale a pena ressaltar: quanto mais longe colocarmos a felicidade, mais nos distanciamos do centro, do que já trazemos dentro, mais nos distanciamos dessa mesma felicidade que já é nossa. Essa certeza aparece em outras tantas filosofias orientais e ocidentais e é também levada a todos pelos maiores mestres de todos os tempos.

Lição de desapego
Nesse momento, por coincidência, terminei de ler o livro "Mestres", de José Tadeu Arantes. Ele apresenta histórias de Jesus, Plotino, IBN Árabi, Goethe e outros, e reafirma toda essa questão.
Vale, então, a leitura quando o negócio é desapegar-se. Olhar para dentro. Ficar com o que é nato, com o que herdamos enquanto humanos.
Nesse sentido, para a cessação dos problemas da mente, a aquietação da alma e do espírito, tão almejadas na meditação, pode ser potencializada essa dinâmica que nos faz compreender que somos o todo e temos o todo em nós.
O desapego e o equilíbrio entre mente, corpo, emocional e espiritual corroboram para que possamos simplesmente incluir o que é bom no nosso viver.
Posto isso, quando olho para as nossas relações, entendo que estas deveriam ser incluídas na nossa vida como um presente. O outro nos faz mais bonitos, mais leves, mais alegres.
O pulo do gato, nesse caso, está em compreender que o outro só pode despertar o que temos.

Causas perdidas
Ao longo da vida, ao contrário de muitos que conseguem separar o que é ser e o que é ter e estar, confundimos tudo e misturamos o nosso querer e sonhos com a busca de outro.
Isso, além do desvio da nossa rota, em longo prazo, nos torna dependentes de histórias que não são nossas. Passamos a ser guardiões de causas perdidas e deixamos de lado nossos sonhos, nosso âmago, nosso ser.
Daí a abandonar nossos sonhos, abandonar nosso querer, é um pulo...Talvez por isso insista em falar desse tema quando trato de amor e relacionamentos.
Como afirma Fernando Pessoa: "...Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes..."

Matéria interessante da Sandra Maia em 23 de Janeiro de 2011.
Boa semana!
Ruby;

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Welcome!

Postado por Ruby às 1/26/2011 07:52:00 PM 0 comentários
Boa Noite!


Mudança

Mude, mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a
velocidade.

Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.

Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas,
calmamente, observando com
atenção os lugares por onde você passa.

Tome outros ônibus.

Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os seus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia,
ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.

Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama...
Depois, procure dormir em outras camas
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais... leia outros livros.

Viva outros romances.

Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.

Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.

Corrija a postura.

Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores, novas delícias.

Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo método, o novo sabor,
o novo jeito, o novo prazer, o novo amor.
A nova vida.

Tente.

Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.

Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida,
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.

Escolha outro mercado... outra marca de sabonete,
outro creme dental...
Tome banho em novos horários.

Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.

Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.

Troque de bolsa, de carteira, de malas,
troque de carro, compre novos
óculos, escreva outras poesias.

Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.

Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros,
outros teatros, visite novos museus.

Mude.

Lembre-se de que a Vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light, mais prazeroso,
mais digno, mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.

Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.

Mude, de novo.
Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já
conhecidas, mas não é isso o que importa.

O mais importante é a mudança,
o movimento, o dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda !
Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco,
sem o qual a vida não vale a pena !!!

(Clarice Lispector)

Mude sempre para melhor! Sejam bem-vindos ao meu blog!

Ruby;
 
                         
 

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